Grávida pode comer polvo, sabe?

Grávida pode comer polvo

A alimentação correta é de extrema importância durante a gestação. Fazer boas escolhas alimentares poderá, não só ajudar no desenvolvimento fetal e no bem-estar da gestante, mas também evitar problemas de maior durante o período da gravidez.

Neste sentido, importa conhecer bem os alimentos e saber quais deve consumir e quais deve evitar.

Saiba se a grávida pode comer polvo.

As futuras mães sabem melhor do que ninguém como é viver num mundo povoado de mitos.

É que, mesmo estando pacatamente entre um grupo de pessoas, será impossível evitar discussões (por vezes acesas!) sobre o que uma mulher grávida pode ou não pode fazer ou sobre o que deve ou não integrar o seu regime alimentar.

A somar a esta verdadeira “sobre-informação”, existe ainda todo um leque de mitos antigos e culturais, que se perpetuaram na ideia de que alguns alimentos são nocivos… embora nunca ninguém saiba concretamente porquê.

Um desses mitos, bastante antigo e que avançou até aos nossos dias, passando de voz em voz, é o de que o polvo é um alimento que as grávidas devem retirar dos seus menus.

Sabendo que nem sempre a verdade corresponde aos dizeres ancestrais, decidimos pôr as mãos à obra, tentando perceber se a grávida pode comer polvo.

Acompanhe-nos para saber mais sobre o consumo deste alimento durante o período gestacional.


1. O dilema da gestante com o polvo

Diziam os nossos ancestrais que comer polvo na gravidez não era permitido, sob o risco de que as mulheres grávidas ficassem com a pele manchada ou vivessem um aborto.

Sem que grandes estudos se tenham debruçado sobre esta questão, a verdade é que, ao longo dos anos, o mito foi passando, desaconselhando o consumo deste alimento e fazendo com que se gerasse uma verdadeira e contraditória discussão entre os que defendem os malefícios associados a esta proteína e os que acreditam que a grávida pode comer polvo.

Passados alguns anos, e ainda com o eco do mito, surge igualmente a notícia de que alguns alimentos provenientes do mar tinham índices de mercúrio perigosos, particularmente para as gestantes.

Estas notícias foram seguidas de outras, que reduziram a questão, indicando que alguns alimentos (incluindo o polvo) seriam seguros.

Claro que, perante tudo isto e apesar da tentativa apaziguadora dos meios de comunicação, nem todas as mulheres se sentem seguras ao integrar o polvo na sua alimentação durante a gravidez.

Foi por esta razão que, nos Estados Unidos da América, a FDA (Food and Drugs Administration) estabeleceu recomendações sobre o consumo deste alimento.

2. A grávida pode comer polvo?

A FDA e a APA (American Pregnancy Associtation) foram duas das associações que se preocuparam com as questões relacionadas com o consumo de polvo durante a gravidez.

O enfoque principal dos seus estudos relacionou-se, pois, com as questões do mercúrio, sendo este um elemento extremamente nocivo para a saúde.

Assim, embora a FDA admita que o marisco, em geral, e o polvo, em particular, possa conter índices reduzidos de mercúrio, o seu consumo não necessita de ser totalmente evitado. A recomendação feita pela associação é para que o consumo deste ingrediente seja moderado e que a sua cozedura seja sempre bem feita.

A esta ideia, junta-se a ideia da APA, que garante que, entre os seres marinhos, o polvo será, provavelmente, uma das carnes com menor índice de mercúrio.


Estas entidades juntam-se, assim, na ideia de que a grávida pode comer polvo mas deixam, ainda, dois alertas: este alimento nunca deve ser comido cru ou mal cozido e é imperativo que o seu consumo seja esporádico e moderado.

3. Outros alertas

Como vimos, a grávida pode comer polvo, desde que o faça com cuidado e sem exagerar nas doses.

Ainda assim, no que respeita a este tipo de consumo, existem, ainda, outros cuidados a ter.

Um deles prende-se, pois, com a natureza dos alimentos marinhos que, como se sabe, têm uma validade curta. Isto deve-se, pois, ao facto de que a carne do marisco e dos crustáceos se deteriora rapidamente.

Assim, é muito importante que a grávida tenha particular atenção à validade e ao armazenamento deste tipo de alimento.

A par com isto, é necessário que consuma este alimento sempre em locais de confiança, onde saiba que as carnes são frescas, que foram bem conservadas e que são cozinhadas com mestria, para evitarem comer polvo mal passado.

Por fim, a gestante deve considerar que, embora a carne de polvo seja permitida, os snacks feitos com esta são, geralmente, muito pouco saudáveis e podem conter aditivos que não sejam saudáveis para a futura mamã e o bebé.

Antes de consumir polvo, será mais seguro falar com o seu médico ou nutricionista.

Comeu polvo durante a sua gravidez? Falou com o seu médico sobre esta questão? Conte-nos a sua opinião pessoal sobre esta matéria.

Algumas fontes: canmommyeat  almanaquedospais  livestrong  hhtip

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