Bebé com estrabismo: saiba como identificar

O bebé com estrabismo é um dos temas que frequentemente preocupa os pais. Embora comum, esta condição de visão deve ser identificada para que se possa iniciar o tratamento da mesma. Sabe como identificar o bebé com estrabismo?

Venha descobrir com o Bebé a Bordo.

Muitas doenças podem surgir durante a primeira infância. Muitos pais vêem-se, durante os primeiros anos de vida do bebé, perante situações indesejadas, como os sapinhos na boca do bebé, o bebé com sarna ou a doença mãos, pés e boca. Cada uma delas (e muitas outras) cria preocupações naturais nestes pais que, no final de tudo, querem apenas garantir que o bebé fica bem e que este é saudável.

Integrando o leque de doenças da primeira infância encontram-se, também, algumas das doenças de visão mais comuns nos bebés, como o daltonismo, o estrabismo, a ambliopia ou a hipermetropia. Este tipo de problema tem manifestações na criança e deve ser tratado, tornando muito importante a identificação da condição de saúde e o seu diagnóstico.

Hoje, iremos focar a nossa atenção num problema de visão específico: o bebé com estrabismo. Queremos que saiba como identificar este problema, bem como as suas causas e os tratamentos que podem ser feitos para melhorar ou tratar esta condição de saúde visual.

Quer saber mais sobre o bebé com estrabismo e garantir que identifica este problema? Então, este é o artigo certo para si!

1. O que é o estrabismo no bebé?

O estrabismo trata-se de uma forma de desalinhamento de um dos olhos que faz com que a sua linha de visão seja diferente da do outro olho. Este desalinhamento pode ser intermitente ou constante e, quando não é tratado, pode desenvolver a ambliopia, que corresponde a um problema ótico, onde existe, já, a redução na capacidade visual ou, em casos mais severos, a perda de visão.

Várias situações podem levar ao estrabismo e, como tal, torna-se fundamental queo diagnóstico seja feito para garantir a saúde ocular da criança.

É necessário considerar que existem vários tipos de estrabismo, que se diferenciam consoante o tipo de desvio do olho. Assim:

– Esotropia: desvio dos olhos para o interior;
– Exotropia: desvio dos olhos para o exterior;
– Hipertropia: desvio dos olhos para cima;
– Hipotropia: desvio dos olhos para baixo.

Quando o desalinhamento dos olhos é pequeno e pouco percetível (ou mesmo impercetivel) este é chamado de foria e não costuma apresentar sintomas.

Em que idades costuma aparecer o estrabismo?

O estrabismo não tem uma idade concreta para aparecer. Ainda assim, não é incomum que os pais notem um desvio no alinhamento dos olhos da criança desde muito cedo.

O estrabismo dos bebés é, por norma, intermitente. Isto é, um bebé recém-nascido pode apresentar (e frequentemente apresenta) um desvio momentâneo nos olhos, que não dura mais do que alguns segundos.

A verdade é que o recém-nascido não tem, durante os primeiros dois meses de vida uma capacidade visual suficientemente desenvolvida para que consiga ver a uma distância maior do que 20 ou 30 centímetros, o que gera esta situação em que, por vezes, na tentativa de olhar para algo, o bebé pareça “vesgo” ou “estrábico”.

Por norma, esta situação desaparece de forma natural até aos 6 meses, sendo esta a idade na qual os bebés começam a conseguir fixar o olhar. Nesta idade, caso o estrabismo se manifeste, é muito importante buscar o aconselhamento médico e, caso o diagnóstico se confirme, avançar para o tratamento, para evitar problemas maiores de visão.

É comum o bebé ser estrábico?

Como referimos, até aos 6 meses, momentos nos quais esta situação pode manifestar-se são frequentes. Além destes, que naturalmente se solucionam, casos efetivamente diagnosticados de estrabismo acometem cerca de 3% dos bebés.

Quando o estrabismo no bebé não é tratado, existe uma probabilidade de 50% de que o bebé com estrabismo venha a sofrer perdas visuais derivadas da ambliopia.

2. Quais são as principais causas do bebé com estrabismo?

Por norma, o estrabismo deriva de um erro de refração, como o astigmatismo, a miopia ou a hipermetropia; podendo ainda resultar de problemas musculares nos músculos responsáveis pelo controlo da posição dos olhos.

Existem pessoas mais propensas a ter problemas de estrabismo, incluindo os bebés com a síndrome de Down, os bebés prematuros, os bebés com espinha bífida e os bebés que tenham sido expostos ao consumo de drogas ou álcool durante a gestação.

3. Como identificar o bebé com estrabismo?

A identificação de um problema de estrabismo pode ser feita de várias formas. Usualmente, os sintomas de estrabismo incluem:

– Desalinhamento de um olho relativamente ao outro;
– Reações da criança (que cobre os olhos ou os aperta=;
– Descoordenação nos movimentos da criança;
– Perda de visão;
– Torcicolos e posicionamento erróneo do pescoço;
– Visão dupla.
Perante estes sintomas, o ideal é levar a criança ao pediatra, onde serão realizados exames oculares para confirmação do diagnóstico.

Como é feito o tratamento após o diagnóstico?

O bebé com estrabismo poderá ser tratado, sendo que o tratamento depende das causas e da intensidade e tipo de estrabismo.

Usualmente, os principais tratamentos recorrem a exercícios oculares; a uma tentativa de equalização da visão recorrendo a um tampão ou a um colírio para vedar a visão de um olho; aos óculos de grau ou, em casos mais severos, a cirurgias de alinhamento ocular.

O tratamento do estrabismo é fundamental para garantir que a criança não sofre problemas mais severos, como a perda de visão.

Já sabia identificar o bebé com estrabismo? Alguma vez se deparou com um bebé estrábico? Conte a sua história ou experiência pessoal aos restantes leitores do Bebé a Bordo. Temos certeza de que a sua história poderá ajudar muitas pessoas que vivem situações idênticas.

Algumas fontes: strabismus gauchazh.clicrbs momjunction kidshealth msdmanuals medscape

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